(Manuela Barradas)
"Como uma atriz da bossa, pelo salão a girar
Leve, sorridente e cabelos soltos no ar
Segue flutuante, na mão há sempre algo para beber
Brindando a vida sem ter nada o que temer
Semelhante a bailarina que dança na ponta dos pés
De braços em abraços, perfumes e anéis
Foram tímidos olhares, a moça pelos olhos enamorou
Aqueles mesmos pelo qual os dela chorou
E o grito tão alto no peito fez a música para de tocar
A madrugada, coitada, não mais viu a moça rodar
E por se fazer assim, a tristeza a afligia
Transbordando seu coração de mágoa e melancolia
Passados alguns instantes de toda situação
a menina enxugou o pranto, risonha e eufórica, correu pro salão
Até a Lua se fez cheia e com seu brilho intenso fez a noite alumiar
A cidade inteira ansiosa pra ver a moça bailar
Toca música, dança a moça, bem leve espalha seus ares
Rodopia, joga charme, enche de graça os bares
O recomeço só pôde ser uma eterna alegria
E assim a vida da moça atriz, prosseguia"